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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Os Mandamentos do peru

Com a proximidade do Natal nada como preparar um belo peru para a ceia natalina. Aqui vão instruçoes para o seu preparo. Este mesmo post foi publicado no ano passado...


Algumas pessoas acham que o peru tem presença garantida na ceia natalina muito mais por ser um símbolo da festa que pela paixão gustativa que desperta. Dizem que o tender, o pernil, o leitão e os outros pratos tradicionais do Natal são geralmente muito mais concorridos: carne tenra, umedecida, bem temperada... Enquanto o coitado do peru, com raras e honrosas exceções, chega à mesa seco, sem gosto e ainda por cima frio. Se estiver recheado, então, as chances de ter sido bem assado se reduzem consideravelmente. Na verdade, esses detratores cometem uma tremenda injustiça com a saborosa e heróica ave americana que matou a fome dos colonizadores europeus e por isso se tornou símbolo do Dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos. Mais tarde virou ícone do Natal em diversos países e foi incorporada à ceia brasileira no século XIX.

A questão é que o peru tem, de fato, seus segredos. É muito mais difícil de ser preparado que os demais assados natalinos e requer cuidados especiais, desde o momento de temperá-lo até a hora de retirá-lo do forno. Para começar, tem dois tipos de carne, a branca do peito e a escura nas demais partes, o que significa dois tempos diferentes de cozimento, além de sabores distintos (o frango também, porém o fato de ser uma ave menor facilita os trabalhos). O tamanho do peru se transforma em desafio: quanto maior, mais demora no forno e mais tempero exige. Porém, como sua carne é muito suave, deve-se ter cuidado para não exagerar, senão o gosto se perde nos condimentos.
Outro ponto crucial: o recheio. Antes de mais nada, é preciso saber que ele não pode ser feito de véspera. Ou melhor, pode até ser preparado com antecedência, mas só deve ser colocado no peru momentos antes de ir para o forno. Ele altera completamente o tempo de cozimento. Qualquer carne recheada demora para assar. E, quanto mais ficar no calor, mais seco tende a se tornar. Uma boa saída é colocar o recheio (geralmente uma farofa rica) depois que a ave já estiver pronta, momentos antes de levá-la à mesa.

Por fim, a busca da aparência perfeita da ave muitas vezes compromete seu interior. Deixar o peru dourado e crocante, sem alguns cuidados, pode resultar em se levar à mesa uma carne seca e dura. Por outro lado, haja espírito natalino para enfrentar um peru branquelo! Controladas essas situações, a ave se torna uma atração à mesa pela delicadeza de seu sabor e maciez da carne e até pela quantidade de acompanhamentos com que pode ser combinada. Vale a pena investir em sua preparação. Sem esquecer que existem várias maneiras de fazer esse símbolo do Natal - e declarando respeito às tradições e receitas familiares dos leitores -, GULA apresenta alguns mandamentos do peru perfeito.

1. PREPARE A MARINADA

Misture 1 xícara de suco de laranja, 2 xícaras de vinho branco seco, 4 dentes de alho cortados em lâminas, 5 folhas de louro, 1 colher (sopa) de sal e 1/2 colher (sopa) de pimenta-do-reino em grãos. Coloque o peru numa assadeira, cubra-ocom essa marinada e deixe na geladeira por uma noite.

2. PASSE MANTEIGA SOB A PELE

Misture 3/4 de xícara de manteiga amolecida em temperatura ambiente com 1 colher de sopa de sálvia, alecrim e tomilho picados. Com muito cuidado, levante a pele da ave e espalhe parte da manteiga sobre a carne, sem romper a pele. Esse truque vai deixar a carne mais tenra e saborosa.

3. AROMATIZE O INTERIOR DO PERU

Pique 3 talos de salsão, 2 cenouras, 2 colheres de sopa de tomilho e sálvia. Se quiser, corte 2 cebolas ao meio e espete cravos nas metades ou use casca de laranja, que empresta seu aroma delicado à carne. Antes de levar o peru ao forno, coloque esses temperos na cavidade interna.

4. AMARRE AS PERNAS

Atar as coxas da ave com um barbante mantém o corpo firme e permite que doure de maneira uniforme. No caso das asas, basta torcê-las para baixo das coxas.

5. PASSE MANTEIGA SOBRE A PELE

Espalhe a manteiga aromatizada restante generosamente em toda a superfície da ave. Esse procedimento vai ajudar a deixar a pele dourada.

6. CUBRA O PERU

Envolva-o com uma folha de alumínio e leve ao forno por um período de uma hora a hora e meia, dependendo do tamanho. Regue-o constantemente para não ressecar e levante a folha cada vez que for regar. Para testar o cozimento, espete uma faca fina no peito da ave, se escorrer um líquido rosado e a carne estiver mole, é sinal de que ainda não assou o suficiente. Se o líquido for claro e a carne firme e branquinha, a ave está no ponto. Na meia hora final, retire o alumínio para dourar a pele.

Fonte: revistagula (181)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Creme brûlée de pistache com frozen yogurt de blueberry

INGREDIENTES (8 unidades de 90 g)

Creme brûlée
- 200 g de leite integral
- 300 g de creme de leite fresco
- 80 g de açúcar
- 30 g de pasta de pistache (adquira em importadoras de alimentos ou em lojas de produtos de confeitaria)
- 125 g de gemas (7 unidades)

Frozen com blueberry
- 300 g de iogurte natural
- Suco de 1/2 limão pequeno
- 1 1/2 folha de gelatina incolor
- 115 ml de água mineral
- 80 g de açúcar
- 1 colher (chá) rasa de mel (6 g)
- 50 g de geléia de blueberry amolecida
- Um pouco de água fria para hidratar a gelatina

Finalização
- Açúcar cristal ou refinado para polvilhar
- Gomos de laranja frescos- Geléia de laranja
- Blueberry para decorar


PREPARO

Creme brûlée
Preaqueça o forno em temperatura média (180 ºC).Numa panela, misture o leite, o creme de leite, o açúcar, a pasta de pistache e leve ao fogo, mexendo, até ferver.Bata ligeiramente as gemas. Incorpore aos poucos (para não talhar) a mistura de leite às gemas, mexendo delicadamente, fora do fogo. Distribua em potes ou recipientes de vidro refratários e leve ao forno em banhomaria, por aproximadamente 40 minutos, ou até ficarem firmes, porém balançando um pouco no centro.Deixe esfriar por pelo menos 6 horas ou por uma noite na geladeira.

Frozen com blueberry
Misture o iogurte com o suco de limão e reserve.Hidrate a gelatina em um pouco de água e reserve. Esquente a água com o açúcar e o mel só até os cristais se misturarem completamente. Deixe esfriar, adicione o iogurte e a gelatina hidratada, espremida e dissolvida. Bata no liquidificador para homogeneizar. Deixe gelar por 6 horas e coloque na máquina de sorvete, seguindo as indicações do fabricante. Tão logo o frozen saia da sorveteira, misture com a mão a geléia de blueberry.Caso não tenha uma sorveteira, coloque na tigela da batedeira e leve ao freezer por aproximadamente 45 minutos, ou até começar a endurecer. Bata em velocidade alta por 5 minutos e leve de volta ao freezer até novamente começar a firmar. Repita essa operação a cada 30 minutos por quatro vezes. Incorpore a geléia de blueberry na última vez que for à batedeira.

Finalização
Polvilhe com o açúcar os brûlées gelados e queime a superfície com o maçarico ou com um ferro aquecido no fogo. Retorne à geladeira por mais 10 minutos.Retire os potes da geladeira, coloque gomos de laranja frescos sobre o açúcar queimado e depois um pouco de geléia de laranjas.Com a ajuda de um saco de confeitar com bico frisado, disponha o frozen sobre os brûlées. Sirva com o blueberry da decoração.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Picanha do Avesso - Como comprar e como fazer

Picanha no avesso

Ingredientes:

- 1 peça de picanha com aproximadamente 1 kg
- 1 xícara (chá) de sal grosso passado no liquidificador
- 1 ramo de manjericão
- 1 ramo de tomilho
- 1 ramo de alecrim
- 1 talo de alho-poró (só a parte branca)
- suco de 1 laranja
- 1 cálice de vinho branco seco
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 150 g de bacon fatiado
Modo de Preparo:
Com uma faca pontuda e afiada tire o excesso de gordura da picanha. Não elimine toda a gordura para a carne não secar quando assada. Abra a picanha começando a cortar no centro na parte maior, evitando cortar as laterais e a outra extremidade. Vire-a no avesso como uma bolsa e coloque o recheio no seu interior sobre a parte com gordura. Em um pilão, soque o sal grosso, o manjericão, o alecrim, o tomilho e o alho-poró picado. Junte o suco de laranja, o vinho e a manteiga e misture até formar uma farofa. Espalhe essa farofa por dentro da picanha onde ficou a gordura. Depois, envolva-a com o bacon e enrole-a em papel de alumínio. Leve-a na churrasqueira, na parte mais alta, e deixe-a por cerca de 30 minutos. Retire o papel de alumínio e deixe dourar, virando-a uma vez. Sirva em seguida.

Segue um vídeo interessantíssimo de como escolher uma boa picanha:


sábado, 18 de julho de 2009

Sushi - História e como fazer


A mais popular receita japonesa é elaborada em três estilos básicos, mas recebe diferentes nomes dependendo do ingrediente principal utilizado
Prato da culinária japonesa mais popular em todo o mundo, o sushi ganhou especial importância no Japão por volta do ano 676, quando o consumo de carne e leite foi proibido pelos preceitos budistas. O bolinho de arroz temperado com vinagre, sal e açúcar, e combinado com peixes ou verduras, tem como ancestral uma receita chinesa que era na verdade um método de conservação de peixes através da fermentação. Conforme a publicação The Book of Sushi, de Osamu Shinoda (Shibata Shoten, Japão, 1970), não há registros da data exata da chegada dos parentes mais remotos do sushi ao Japão, mas sabe-se que foi no Império do Sol Nascente que ele ganhou a combinação com o arroz. Numa terra onde se cultivava arroz em abundância e a fartura dos oceanos garantia boa oferta de peixes, não é difícil imaginar como os dois ingredientes foram parar no mesmo prato.

Inicialmente feito em camadas alternadas de peixe, sal e arroz, o sushi só teve a primeira grande transformação visual por volta de 1700, quando passou a ser preparado em molde de madeira. Colocavam-se os pedaços de peixe sobre o arroz e, depois de pressionar bem, cortavam-nos em pedaços delicados. No século XVIII, o cozinheiro Yohei experimentou usar peixe fresco em vez de peixe em conserva, dando origem a um parente mais próximo do atual sushi. A partir da utilização do peixe in natura surgiram dois estilos básicos de sushi, conforme explica Mia Detrick no livro Sushi (Chronicle Books, San Francisco, USA, 1981). O tipo Kansai, da cidade de Osaka, e o Edo (antigo nome de Tóquio). Osaka era a capital do arroz e ali nasceu um sushi enrolado que reunia arroz com outros ingredientes. Em Tóquio, localizado na baía, nasceu o nigirizushi, que consiste em pedaços de peixes servidos sobre bolinhos de arroz temperado e moldados com as mãos.


Atualmente, o sushi se divide em três categorias principais e cada uma tem uma infinidade de variedades e nomes conforme os ingredientes usados. O nigiri é o bolinho de arroz coroado com pedaços de peixe. O norimaki, também chamado de maki, combina arroz temperado com vinagre e peixes ou vegetais enrolados na alga seca chamada nori. E o temaki, um cone de alga enrolado à mão com arroz, legumes ou peixes.

Coberturas tradicionais

Se você faz sushi em casa, pode colocar o ingrdiente que quiser. Entretanto, certos ingredientes são considerados clássicos, devido às tradições e sabores da cozinha japonesa.

Embora o peixe cru não seja necessário, alguns dos melhores sushis são feitos com ovas de salmão (sendo que peixes de água salgada são menos propensos a bactérias e parasitas do que peixes de água doce). Tenha em mente que as espécies e nomenclaturas são diferentes no Japão e nos Estados Unidos e que as variedades similares são geralmente substituídas por outras, dependendo do local e da estação. Muitas variedades de atum estão entre os ingredientes mais famosos do sushi, incluindo o bluefin, olhete e o atum-amarelo.
Quanto mais gordura, mais valiosa a carne, com a carne da parte interior do atum bluefin, conhecido como toro, no topo da lista. A carne do atum cru varia entre algumas tonalidades do rosa e tem um sabor quase amanteigado. Cavala também é comum. Salmão, do mar, é o favorito para sushis. Crua, a carne fica de uma cor surpreendentemente laranja e tem um sabor forte. Outras coberturas de sushi de frutos do mar são camarão, lula, polvo, enguia, mariscos e ovas frescas de peixe.

Tamago é uma omelete especialmente preparada adicionando-se camadas finas de ovos até que formem uma fatia grossa e densa. Depois, é prensada em um bocado de arroz de sushi com uma faixa de nori. O abacate é o ingrediente favorito no Japão, onde seu nome significa algo como "atum da terra". Pepinos e cogumelos também estão em alta na lista dos ingredientes de sushi, mas você pode usar, teoricamente, qualquer vegetal.

Alguns dos mais importantes ingredientes do sushi, na realidade, não fazem parte do sushi. O Shoyu, um tipo de molho de soja, é usado para mergulhar os pedaços de sushi. Comer gengibre em conserva, ou gari, limpa o paladar entre as porções de sushi. Wasabi, um tipo verde acre da raiz forte, é uma pasta usada diretamente no sushi ou acrescentada na hora de comer para dar um saboe diferente. A wasabi real é rara nos Estados Unidos, e geralmente uma pasta de raiz forte e mostarda (tingida de verde) é usada como substituta.

Wasabi


Gari

Preparando o sushi em casa

No Japão, não se costuma fazer o sushi em casa. Os sushi bares são em quase toda parte por lá e os japoneses geralmente sentem que apenas um chef perito em sushi pode fazer um sushi apropriado. Quando eles comem sushi em casa, costumam pedir. Entretanto, para eventos especiais, fazer sushi em casa pode ser divertido e delicioso.

Escolhendo o peixe

Se você decidir usar peixe cru no seu sushi, cuidado na hora de comprá-lo. Você não pode usar qualquer tipo de peixe cru, procure por peixes específicos para sushi ou sashimi. Você pode ter de verificar em mercados japoneses ou perguntar em algum sushi bar local. Peixe comum não é manuseado com a intenção de ser preparado cru, então é provável que contenha bactérias e parasitas que apenas podem ser removidos através de cozimento. Peixes de água doce não são adequados para serem consumidos crus.

Quando você encontra o tipo certo de peixe, certifique-se de que seja fresco. O peixe fresco não tem cheiro forte. Se o peixe estiver inteiro, deve ter olhos claros e firmes, além de escamas fixas. Se você estiver procurando por filés, observe descolorações e lugares macios, que são sinais de que o peixe não está tão fresco. Alguns peixes, particularmente o salmão, são congelados depois de pescados. Peixes congelados devem ser completamente descongelados, na geladeira, antes de serem usados.

Fazendo o arroz
O primeiro passo na preparação do sushi é fazer o arroz. Este pode ser de grão médio branco ou curto, mas os mercados de comida asiática vendem arroz próprio para sushi.
O arroz deve ser lavado até que a água esteja bem limpa. Isto evita que ele seja esmagado ou quebrado. O arroz deve ficar de molho em água fria por meia hora e depois escorrido.
Você pode acrescentar um pouco de saquê (vinho de arroz japonês) e um pedaço de dashi konbu (alga marinha verde-escura seca) no arroz, antes de cozinhar. Cozinhe o arroz em fogo médio com a tampa, por 15 minutos, depois deixe ferver mais por aproximadamente 20 minutos, em fogo baixo. Quando o arroz estiver pronto, aumente o fogo ao máximo por alguns segundos. Uma vez que o fogo estiver apagado, deixe o arroz descansar por 15 minutos.



Enquanto o arroz estiver de molho e cozinhando, você pode preparar o vinagre. Os mercados asiáticos vendem garrafas de vinagre de sushi pré-fabricadas, mas fazer seu próprio vinagre é fácil. Você começa com vinagre de arroz, pois nenhum outro tipo vai funcionar. Acrescente açúcar e sal. No livro "Sushi for Dummies", os autores Judi Strada e Mineko Takane Moreno recomendam ¼ de xícara de vinagre, 1 colher (de sopa) de açúcar e 1½ de colher (de sopa) de sal para cada 5 xícaras de arroz. Estes ingredientes devem ser misturados até que fiquem claros para que possam ser gelados. Entretanto, a mistura deve estar em temperatura ambiente quando acrescentada ao arroz.
Misturar o arroz e o vinagre é um processo mais complicado. Primeiro, o arroz deve estar em uma tigela. Tradicionalmente, é usada uma tigela de madeira rasa, mas qualquer tigela de plástico ou vidro vai funcionar (não use tigelas de metal, o metal reagiria com o vinagre). Uma tigela simples vai permitir que o arroz esfrie por igual.
Retire o arroz da panela com uma espátula ou uma pá de madeira para sushi que tenha sido molhada no vinagre, colocando o arroz na tigela. Não esqueça de retirar o dashi konbu. Depois, segure a pá sobre o arroz e despeje um pouco do vinagre por cima. Mova a pá pelo arroz para que o vinagre seja bem misturado. Mexa o arroz com cuidado, dividindo com a pá e virando. Ao mesmo tempo, abane o arroz para que ele esfrie rapidamente. Quando não houver mais fumaça no arroz, você pode parar de virar e abanar. Cubra o arroz com um pano úmido, até que seja servido, e mantenha-o em temperatura ambiente.

A seguir, vamos mostrar como transformar seu arroz e outros ingredientes em vários tipos de sushi.

Nigiri-zushi e Temaki

As fotos e instruções abaixo vão mostrar como criar algumas das variedades mais comuns de sushi. Para a cobertura, vamos usar cenoura fatiada, abacate e pepino.


As coberturas precisam ser fatiadas para que se encaixem em cima ou no meio dos sushis. As coberturas podem ser cortados em cubos picados, fatiados de forma bem fininha, em pedaços ou em palito. Aqui temos pedaços de cenoura e fatias longas de pepino.
Sushis de dedo, ou nigiri-zushi, são feitos moldando um bocado pequeno de arroz em um formato longo. Mergulhe os dedos na água com vinagre antes, depois modele o arroz na palma da mão. Não aperte o arroz muito forte, apenas o suficiente para que grude.




Use o polegar para fazer uma pequena abertura em um lado do sushi. Este lado será a parte inferior, então a peça de sushi deve curvar para cima, no meio, quando você a colocar para baixo.
É mais fácil fazer várias peças de nigiri-zushi e depois acrescentar as coberturas. Você pode simplesmente colocar as coberturas ou acrescentar um pouco de wasabi primeiro. Estas são as primeiras peças de sushi que você faz. Elas podem não ser tão perfeitas, mas provavelmente terão um gosto bom. Será necessário um pouco de prática antes do seu sushi ter uma aparência tão boa quanto o sabor. Uma faixa de nori também pode ser enrolada em cada peça de sushi, mas se você servir o sushi com o nori, deve fazê-lo imediatamente, enquanto o nori ainda estiver crocante.

Agora vamos fazer um rolo de mão, ou temaki. Este é um cone de nori com o arroz e a cobertura por dentro. Comece com meio pedaço de nori. O temaki é mais fácil de fazer, segurando o nori com as mãos. Espalhe o arroz no final do cone, cobrindo cerca de um terço dele. Coloque sua cobertura, de forma diagonal, por todo o arroz.



Dobre o canto de baixo para cima sobre a cobertura e comece a enrolar o nori na mesma direção. Quando terminar de enrolar, você deve ter um sushi em forma de cone. A umidade no arroz vai ajudar o nori a se unir.

Futomaki e Uramaki

Makizushi é o sushi enrolado e vem em muitas variedades, dependendo de seu formato.



Futomaki é o que muitas pessoas imaginam quando pensam em sushi. Primeiro, coloque uma folha de nori sobre a esteira de bambu (o lado brilhante para baixo). Cubra cerca de 2/3 do nori com o arroz (um pouco menos do que na foto). Coloque sua cobertura, de forma diagonal, por todo o arroz.



Dobre a esteira de bambu, enrolando o nori sobre as coberturas. Cuidado para não enrolar a esteira no sushi. Quando a esteira tocar a borda do arroz do outro lado, comece a apertar o rolo.
Segure o rolo com a esteira sobre ele e pegue a outra extremidade da esteira. Puxe cada ponta e aperte o meio do rolo. Quando o rolo estiver apertado o suficiente, termine de enrolar, puxando a esteira. Você pode repetir o processo para apertar mais, se for preciso.



Agora você tem um rolo completo de futomaki. Corte o rolo no meio com uma faca bem afiada, pressionando diretamente através do rolo para evitar rasgar o nori. Corte cada pedaço no meio, mais duas vezes, para terminar com oito pedaços de makizushi.


Os rolos do avesso, ou uramaki, são feitos exatamente como o futomaki, mas você começa com um pedaço de papel filme na esteira de bambu e espalha o arroz diretamente sobre ele. Depois, acrescente o nori sobre o arroz, com as coberturas em cima do nori. Enrole exatamente como o futomaki.
O rolo completo pode ser coberto com sementes de gergelim ou outra guarnição antes de fatiar.


Uma variedade de sushi parece ser bem atraente e é um ótimo hors d'oeuvre (antepasto - para ser servido antes das refeições). Não se esqueça do molho de soja e do wasabi para mergulhar o sushi e da raiz de gengibre para limpar o paladar entre os pedaços de sushi.

Vídeos de como fazer o sushi

Arroz para sushi




Futomaki



Nigiri-zushi




Fontes:
HowStuffWorks

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dia Mundial da Pizza! - Pizza de Mussarela de Búfala


Ingredientes

Massa da Pizza
1 colher de chá de fermento biológico
1 pitada de açúcar
2/3 de água morna
2 xícaras de farinha
1 colher de sopa de sal
1 colher de sopa de azeite
100 g de molho de tomate

Recheio
100 g de mussarela de búfala, em fatias finas
80 g de Shiitakes, sem os cabinhos
60 g de aspargos
tomilho, picado a gosto
azeite
sal a gosto
pimenta moída na hora a gosto

Modo de preparo

Massa
Coloque o açúcar, fermento e água em um recipiente e misture-os. Adicione a farinha, o sal e o azeite. Trabalhe a massa até que fique homogênea e lisa Coloque a massa em uma assadeira untada com azeite e deixe-a descansar por 20 minutos em lugar morno. Abra a massa com ajuda de um rolo de massa. Faça o formato desejado utilizando farinha salpicada para que não grude na superfície da bancada. Coloque uma camada fina sobre a pizza, deixando 2 cm de borda. Por cima do molho de tomate coloque um dos recheios abaixo e asse a pizza por 15 minutos a 250 C.

Recheio
Salteie os shiitakes em um pouco do azeite e tempere-os com sal e pimenta. Reserve-os. Cozinhe os aspargos em água fervente com sal por dois minutos. Retire os aspargos e corte o cozimento em água com gelo. Fatie os aspargos e reserve-os. Sobre o disco da massa de pizza, faça uma camada de mussarela, shiitakes e aspargos respectivamente. Tempere com tomilho e azeite e leve a pizza ao forno

Fonte: TerraCulinária

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sopa de cogumelos - A Época da Inocência - Receita de cinema


Mais uma receita do Cinema para vocês se deliciarem, impressionarem a(o) namorada(o), e ter muito assunto para discutir durante o jantar. Aliás, se você não assistiu o Filme alugue antes do Jantar, para poder conversar sobre ele.

Filme : A Época da Inocência
Sinopse
Nova York, 1870. Um advogado (Daniel Day-Lewis) está de casamento marcado com uma jovem (Winona Ryder) da aristocracia local, quando uma condessa (Michelle Pfeiffer), prima de sua noiva, volta da Europa após separar-se do marido. As idéias dela chocam a tradicional sociedade americana e, ao tentar defendê-la, o advogado se apaixona por ela e é correspondido.

Sopa de Cogumelos
Ingredienntes
300 g de cogumelos frescos (Paris, Shitake)
20 g de manteiga
1 cebola ralada
½ litro de caldo de legumes
2 gemas
1 xícara de chá de leite
½ xícara de chá de creme de leite fresco
1/3 xícara de chá de salsa
Noz moscada
Pimenta do Reino
Sal a gosto

Modo de preparo

Limpe devidamente os cogumelos, lave-os rapidamente e corte em fatias. Doure a cebola em uma panela com a manteiga. Junte os cogumelos reservados. Adicione o caldo e cozinhe por ½ hora. Misture as gemas no leite e despeje na sopa fora do fogo. Misture bem e volte para engrossar, acrescente o creme de leite, tempere a gosto e deixe encorpar até o ponto desejado. Sirva com a salsinha por cima.



sábado, 28 de março de 2009

Fondue - História e receita...


Apesar de o nome remeter à França - "fondue" deriva da palavra fondre, que, em francês, significa derreter -, o prato é de origem suíça. A confusão é comum, mas é importante lembrar que fondue é uma palavra feminina, e assim, se diz a fondue e não o fondue.
A receita mais antiga de que se tem notícia foi encontrada em um livro de culinária de 1699, publicado em Zurique, na Suíça. A receita original da fondue suíça leva os queijos gruyère e emmental. Mas hoje, há diversas variações do prato e cada região usa o queijo produzido no próprio lugar.
A versão mais conhecida para o surgimento da fondue conta que, para evitar a perda de queijo produzido em excesso, os camponeses suíços da Idade Média passaram a derreter as sobras em um grande caldeirão, com um pouco de álcool para melhorar a conservação. Durante o preparo desse creme, havia o hábito de experimentar a mistura com pedaços de pão para testar o tempero.
Na Suíça, a preparação da fondue é considerada "coisa de homem". Isso porque, na década de 1950, a fondue foi levada para as cozinhas do Exército, tornando-se, assim, muito conhecida entre os soldados, que levaram a receita para suas casas.
Hoje, há diversos tipos de fondue. O de chocolate, por exemplo, foi criado na década de 1950 pelo chef Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse, em Nova York.
A fondue de carne, que nada mais é que uma panela com óleo em que cada pessoa frita pedaços de carne, vem da Borgonha, e, por isso, chama-se bourguignonne. Ela é servida acompanhada de molhos diversos.
Para preparar a fondue, é preciso ter uma panela que pode ser de inox, esmalte, ágata ou ferro, em cima de um fogareiro com queimador (vela, álcool ou elétrico), que mantém a mistura aquecida e, no caso da fondue de carne, o óleo quente para a fritura. São necessários garfinhos individuais com cabo comprido.
A China também tem uma variação da fondue. O hot pot é feito numa panela semelhante à de fondue, cheia de sopa. Ali, cada um cozinha os acompanhamentos, em geral, carne, frutos do mar, cogumelos, vegetais, broto de feijão e ovos de codorna.
Fondue de queijo
INGREDIENTES
500 g de queijo emmental ralado grosso
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 dente de alho cortado ao meio
2 xícaras de vinho branco seco
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Noz-moscada em pó (opcional)
3 a 4 colheres (sopa) de kirsch ou conhaque
2 pães, bengala ou filão, com a casca, cortados em pedaços

MODO DE PREPARO
Em uma vasilha, misture o queijo com a farinha. Esfregue alho na parte interna de uma panela para fondue. Despeje o vinho na panela e leve ao fogo até começar a borbulhar. Junte o queijo aos poucos, mexendo até que derreta por completo. Tempere a gosto com sal e pimenta e, se desejar, com noz-moscada. Acrescente o kirsch ou o conhaque. Leve a panela à mesa sobre o réchaud (suporte para panela com fogareiro). Deixe esfriar um pouco antes de comer. Sirva com pedacinhos de pão.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Costeletas de cordeiro à Vecchia



INGREDIENTES (4 porções)

24 costeletas de cordeiro
4 colheres (sopa) de vinagre
4 colheres (sopa) de óleo de oliva
100 g de manteiga
1 cebola em cubos
1 cenoura ralada
2 talos de salsão em pedaços
4 dentes de alho fatiados
6 a 7 ramos de alecrim
1 maço (pequeno) de hortelã
3/4 de garrafa de vinho tinto seco
4 cálices de vinho do Porto
4 cálices de licor de cassis
2 cálices de vinagre balsâmico
1 pedaço de canela
1 fio de óleo de milho (ou oliva) para fritar as costeletas
Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Acompanhamento
Feijão-branco

Decoração
Talos de salsão
Ramos de alecrim

PREPARO
Tempere as costeletas com sal, pimenta, as 4 colheres de vinagre, o óleo de oliva e deixe-as marinar nesses temperos por 1 hora.
Numa panela, coloque metade da manteiga, a cebola, a cenoura, o salsão, o alho, o alecrim e a hortelã. Refogue por 5 a 8 minutos, depois acrescente o vinho tinto, o vinho do Porto, o cassis, o vinagre balsâmico e a canela. Cozinhe em fogo baixo por cerca de 25 minutos, retire e passe o molho por uma peneira. Retorne ao fogo e junte a manteiga restante, mexendo sem parar, de 10 a 15 minutos, até engrossar.
À parte, frite as costeletas em um fio de óleo, por aproximadamente 3 minutos de cada lado. A carne deve ficar rosada por dentro e tostada por fora.
Em pratos individuais, coloque 4 costeletas por pessoa. Distribua o molho por cima, decore e sirva com o feijão-branco.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tainha à Ponta da Praia

Ingredientes
-1 unidade(s) de tainha limpa(s)
-4 dente(s) de alho
-1/2 maço(s) de coentro
- sala gosto
- pimenta-do-reino branca a gosto
-1 colher(es) (chá) de segurelha
-1/2 copo(s) de vinho branco

Recheio
-300 gr de camarão sete barbas limpo(s)
-100 gr de ovas de tainha
-200 gr de palmito
-azeite para refogar
-1 unidade(s) de cebola picada(s)
-2 dente(s) de alho picado(s)
-1 unidade(s) de tomate picado(s)
-1/2 xícara(s) (chá) de coentro
-sal a gosto
-pimenta-do-reino branca a gosto
-1 colher(es) (sopa) de manteiga
-1 1/2 xícara(s) (chá) de farinha de mandioca crua
-2 unidade(s) de ovo cozido picado(s)
Modo de preparo
1 - Lave o peixe e faça uma abertura nas costas, da cabeça à cauda. Amasse ou soque o alho com a segurelha e o sal. Misture ao coentro picado, pimenta do reino e o vinho. Faça cortes rasos na pele do peixe e esfregue bem o tempero. Deixe descansar por cerca de uma hora.

Recheio:
2- Cozinhe as ovas em água e sal. Leve uma frigideira ao fogo com a manteiga ou margarina, deixe aquecer e junte as ovas. Frite até que dourem. Desligue o fogo, retire as ovas. Amasse-as com um garfo ou pique em pedacinhos miúdos. Devolva à frigideira com a manteiga. Ligue o fogo e, quando aquecer, junte a farinha de mandioca. Mexa bem e deixe pegar cor, sempre mexendo bem. Reserve.

3- Numa panela ou frigideira funda, coloque o azeite, refogue a cebola e o alho e, quando estes estiverem já refogados, junte o tomate. Dê uma refogada, de modo a que fique bem seco. Junte os camarões
e o broto de bambu ou palmito. Deixe cozinhar de 5 a 8 minutos, com a frigideira destampada para que seque bem. Sal e pimenta devem ser colocados durante esse cozimento, a gosto. Junte a salsa ou coentro.

4- Junte a farofa de ovas ao refogado de camarões e mexa bem. Coloque os ovos cozidos
picados. Recheie com a farofa assim obtida o peixe.

5- Costure o peixe com uma linha de algodão, de cor contrastante para poder tira-la antes de servir. Cubra o peixe com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido por meia hora, coberto. Em seguida, retire o papel alumínio e deixe mais 30 minutos, sempre em forno alto.

Dicas

1- Asse em uma forma refratária que possa ir à mesa ou cubra a forma com fatias de pão ou batata para que o peixe não grude e transfira para uma travessa de servir.

2- Guarneça com o restinho da farofa, folhas de alface e limões em rodelas. Se sobrar pouca farofa, guarneça com ovos cozidos. A primeira farofa, de ovas é deliciosa.

3- Se preferir provar apenas a farofa de ovas, é só juntar sal a gosto e Salsa picada
bem miúdo que é um excelente acompanhamento para peixes.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Caldeirada de peixe e frutos do mar

O verão chegou e com ele aquelas belas receitas de frutos do mar. Bom apetite a todos...



CALDEIRADA DE PEIXE E FRUTOS DO MAR


INGREDIENTES (4 porções)

100 g de mexilhões com as conchas
200 g de vôngoles com as conchas
4 vieiras com as conchas
4 ostras frescas
300 g de camarões graúdos
300 g de peixe tipo cherne (ou garoupa) limpo, cortado em pedaços
2 cavaquinhas limpas partidas ao meio
2 cebolas picadas
4 dentes de alho inteiros com a pele
75 ml de óleo de oliva
2 folhas de louro
2 batatas-doces descascadas, cortadas em fatias
600 ml de caldo de peixe
Folhas de manjericão picadas a gosto
Sal e pimenta-do-reino branca moída na hora a gosto

Decoração

Pimenta-vermelha
Talos de nirá
Ramos de tomilho

PREPARO

Lave bem os mexilhões, os vôngoles, as vieiras e coloque as conchas de molho em água fria com sal, por cerca de 2 horas. Lave as ostras e, com um abridor de ostras (ou com uma faca), abra as conchas.
Limpe os camarões. Limpe o peixe e corte-o em pedaços.
Limpe as cavaquinhas e corte-as ao meio. Em uma caçarola de fundo grosso, refogue a cebola e o alho no óleo de oliva. Junte as folhas de louro. Acrescente a batata-doce e deixe por alguns minutos no fogo, misturando delicadamente. Incorpore o peixe e deixe por mais alguns minutos, depois coloque as cavaquinhas, os mexilhões, os vôngoles, os camarões, as vieiras e em seguida o caldo de peixe quente. Ajuste o sal e a pimenta.
Cozinhe por cerca de 20 minutos. Três a dois minutos antes do término do cozimento, coloque as ostras.
Sirva no próprio recipiente, salpicando com manjericão e decorando com a pimenta, os talos de nirá e os ramos de tomilho.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sem Reservas - Receita de Cinema



Aromas e sabores do filme Sem Reservas, no qual a deslumbrante Catherine Zeta-Jones enfrenta o calor do fogão.


Enfim surgiu um filme que glorifica a cozinha como célula mater da família, como já provaram todos os que se sentam em torno de fogões e fumaça de frituras. Sem Reservas (refilmagem da comédia alemã Simplesmente Martha) serve-se de uma maneira curiosa e divertida para vender seu peixe e estreitar esses laços, acrescentando algumas pitadas de rancor. A gastronomia cinematográfica é um campo de batalha. Vai da luxúria de A Festa de Babete ao grotesco A Comilança, clássicos da arte de forrar o estômago com intenções dramáticas. O maravilhoso mundo dos chefs estrelados não é bem o que parece ser. Dizem até que eles são tão vaidosos que, na França, desfilam entre as mesas não para saber se os clientes comeram bem, mas para recolher aplausos, pois acham impossível que não tenham ficado satisfeito. Assim é Kate (Catherine Zeta-Jones), nova-iorquina e lindíssima comandante de cozinha que se comove com trufas, lagostas, filets, massas e molhos em geral - e os defende contra fregueses bárbaros que não sabem comer. Acorda às 4h30 da manhã em busca dos melhores peixes, e não hesita em comprar trufas no mercado negro. É tão exigente que sua patroa a manda fazer análise, para que não enlouqueça ou desestruture os comensais. Pois ela atira um naco de carne crua na mesa de um cliente que reclama de um filet que não estaria malpassado, como pedira, gritando que mais malpassado que aquilo só se servisse um boi vivo.

No entanto, um destino cruel muda sua vida e seus temperos. É quando a gastronomia se transforma em pedagogia de boas maneiras à mesa e na vida. Com a morte da irmã, passa a cuidar da sobrinha Zoe (Abigail Breslin), que detesta o que ela faz no fogão. Para azedar as coisas, surge ao lado dos fornos do restaurante um subchef (Aaron Eckhart), que canta ópera enquanto vai jogando coisas nas panelas. Ela o detesta intensamente por ter invadido "sua" cozinha, onde vagabundo não entra, e o faz trabalhar. Kate é rebelde também com seu terapeuta, que freqüenta de má vontade, mas nada se compara em dor à rejeição da sobrinha a suas finíssimas iguarias. Só que a menina acaba aparecendo na cozinha da tia, olhando com cara de fome um tentador prato de spaghetti ao sugo com folhas de manjericão. Nhoc! Ela abocanha a massa do cozinheiro-tenor, para espanto de Kate. Não demora para que Zoe esquarteje nabos e cebolinhas com a destreza de um espadachim-samurai senhor das cozinhas.



É claro que Kate acha que fez tudo errado com a menina e daria um tiramisù, o manjar dos deuses, para que o chef-tenor desista de se mudar para São Francisco e fique dividindo o trivial simples com ela, embora seu terapeuta tema que ele não a suportaria. Contra a rigidez de Kate, o filme serve a doçura do sous-chef e de Abigail e, no final, os três estão tão amolecidos e saborosos como um naco de pudim. Quem dirige o filme é Scott Hicks, nascido em Uganda e naturalizado australiano. Ele fez fama com Shine (Brilhante) e garantiu um Oscar de melhor ator a Geoffrey Rush. Embora cozinha seja coisa séria para os personagens, Hicks tem boa mão para comédia romântica à antiga, como essa. Seus três mosqueteiros de avental são tão unidos que só mesmo uma sólida formação entre frigideiras poderia garantir. Mesmo os chefs que não têm a beleza de Catherine Zeta-Jones sabem disso. Portanto, não se deve destratar um chef ranzinza. Ele tem mais razões que seus temperos ocultam. E solidariedade é um prato que se serve quente.

Publicada na edição 180 (Outubro/2007) da Revista Gula








Codorna ao molho de trufas negras e ravioli de cogumelo



INGREDIENTES (2 porções)

Ravioli de cogumelos
4 cogumelos portobello grandes (de cor marrom, de textura firme e carnuda)
50 ml de óleo de oliva
1 dente de alho (grande) laminado
Flor de sal a gosto

Molho de trufas
200 ml de caldo de carne
20 ml de suco de trufas (use o suco das trufas em conserva)

Codorna
2 codornas inteiras limpas
8 lâminas de trufas negras (use trufas em conserva)
60 ml de óleo de oliva
Flor de sal
Pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Decoração
Ervas aromáticas
Óleo de oliva aromatizado com ervas

PREPARO

Ravioli de cogumelos
Corte os cogumelos de preferência com um mandoline (fatiador manual de vegetais), em oito lâminas finas. Esquente uma frigideira antiaderente, sem gordura, e doure as lâminas dos cogumelos. Pique em brunoise (pequenos cubos) os cogumelos restantes.
Em outra frigideira, aqueça o óleo de oliva e refogue o alho. Acrescente os cogumelos picados, salteie e tempere com a flor de sal. Monte pequenos ravioli, colocando uma lâmina de cogumelo como base, os cogumelos picados como recheio e outra lâmina no topo.

Molho de trufas
Reduza um pouco o caldo de carne com o suco de trufas, em fogo baixo.

Codorna
Tempere as codornas com flor de sal, pimenta-do-reino e introduza quatro lâminas de trufa no interior de cada codorna. Doure as codornas em uma frigideira com o óleo de oliva, depois leve-as ao forno quente (220 ºC), por cerca de 4 a 5 minutos, ou mais, se for necessário.
A carne deve ficar rosada por dentro.

Finalização
Sirva as codornas com o molho de trufas e os ravioli de cogumelos.
Decore os pratos com ervas aromáticas e gotas do óleo de oliva aromatizado.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Os Mandamentos do Peru


Algumas pessoas acham que o peru tem presença garantida na ceia natalina muito mais por ser um símbolo da festa que pela paixão gustativa que desperta. Dizem que o tender, o pernil, o leitão e os outros pratos tradicionais do Natal são geralmente muito mais concorridos: carne tenra, umedecida, bem temperada... Enquanto o coitado do peru, com raras e honrosas exceções, chega à mesa seco, sem gosto e ainda por cima frio. Se estiver recheado, então, as chances de ter sido bem assado se reduzem consideravelmente. Na verdade, esses detratores cometem uma tremenda injustiça com a saborosa e heróica ave americana que matou a fome dos colonizadores europeus e por isso se tornou símbolo do Dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos. Mais tarde virou ícone do Natal em diversos países e foi incorporada à ceia brasileira no século XIX.

A questão é que o peru tem, de fato, seus segredos. É muito mais difícil de ser preparado que os demais assados natalinos e requer cuidados especiais, desde o momento de temperá-lo até a hora de retirá-lo do forno. Para começar, tem dois tipos de carne, a branca do peito e a escura nas demais partes, o que significa dois tempos diferentes de cozimento, além de sabores distintos (o frango também, porém o fato de ser uma ave menor facilita os trabalhos). O tamanho do peru se transforma em desafio: quanto maior, mais demora no forno e mais tempero exige. Porém, como sua carne é muito suave, deve-se ter cuidado para não exagerar, senão o gosto se perde nos condimentos.
Outro ponto crucial: o recheio. Antes de mais nada, é preciso saber que ele não pode ser feito de véspera. Ou melhor, pode até ser preparado com antecedência, mas só deve ser colocado no peru momentos antes de ir para o forno. Ele altera completamente o tempo de cozimento. Qualquer carne recheada demora para assar. E, quanto mais ficar no calor, mais seco tende a se tornar. Uma boa saída é colocar o recheio (geralmente uma farofa rica) depois que a ave já estiver pronta, momentos antes de levá-la à mesa.

Por fim, a busca da aparência perfeita da ave muitas vezes compromete seu interior. Deixar o peru dourado e crocante, sem alguns cuidados, pode resultar em se levar à mesa uma carne seca e dura. Por outro lado, haja espírito natalino para enfrentar um peru branquelo! Controladas essas situações, a ave se torna uma atração à mesa pela delicadeza de seu sabor e maciez da carne e até pela quantidade de acompanhamentos com que pode ser combinada. Vale a pena investir em sua preparação. Sem esquecer que existem várias maneiras de fazer esse símbolo do Natal - e declarando respeito às tradições e receitas familiares dos leitores -, GULA apresenta alguns mandamentos do peru perfeito.

1. PREPARE A MARINADA

Misture 1 xícara de suco de laranja, 2 xícaras de vinho branco seco, 4 dentes de alho cortados em lâminas, 5 folhas de louro, 1 colher (sopa) de sal e 1/2 colher (sopa) de pimenta-do-reino em grãos. Coloque o peru numa assadeira, cubra-ocom essa marinada e deixe na geladeira por uma noite.

2. PASSE MANTEIGA SOB A PELE

Misture 3/4 de xícara de manteiga amolecida em temperatura ambiente com 1 colher de sopa de sálvia, alecrim e tomilho picados. Com muito cuidado, levante a pele da ave e espalhe parte da manteiga sobre a carne, sem romper a pele. Esse truque vai deixar a carne mais tenra e saborosa.

3. AROMATIZE O INTERIOR DO PERU

Pique 3 talos de salsão, 2 cenouras, 2 colheres de sopa de tomilho e sálvia. Se quiser, corte 2 cebolas ao meio e espete cravos nas metades ou use casca de laranja, que empresta seu aroma delicado à carne. Antes de levar o peru ao forno, coloque esses temperos na cavidade interna.

4. AMARRE AS PERNAS

Atar as coxas da ave com um barbante mantém o corpo firme e permite que doure de maneira uniforme. No caso das asas, basta torcê-las para baixo das coxas.

5. PASSE MANTEIGA SOBRE A PELE

Espalhe a manteiga aromatizada restante generosamente em toda a superfície da ave. Esse procedimento vai ajudar a deixar a pele dourada.

6. CUBRA O PERU

Envolva-o com uma folha de alumínio e leve ao forno por um período de uma hora a hora e meia, dependendo do tamanho. Regue-o constantemente para não ressecar e levante a folha cada vez que for regar. Para testar o cozimento, espete uma faca fina no peito da ave, se escorrer um líquido rosado e a carne estiver mole, é sinal de que ainda não assou o suficiente. Se o líquido for claro e a carne firme e branquinha, a ave está no ponto. Na meia hora final, retire o alumínio para dourar a pele.

Fonte: revistagula (181)